Tocantins intensifica campanha Janeiro Roxo no combate à hanseníase
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) aderiu à campanha nacional Janeiro Roxo, com o tema “Janeiro a Janeiro: vencer a hanseníase é cuidar do Brasil o ano inteiro”. A iniciativa, promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), busca alertar a população sobre a doença, intensificar o diagnóstico precoce e combater o estigma associado à hanseníase.
Brasil em Alerta: Números preocupantes
O Brasil ocupa a segunda posição mundial em casos novos de hanseníase, com uma taxa de 10,68 casos por 100 mil habitantes. Apesar da redução gradual, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste registram altos índices de endemicidade. Em 2025, o Tocantins diagnosticou 807 novos casos, sendo 33 em menores de 15 anos – um sinal crítico para a vigilância.
Ações Estratégicas no Tocantins
Para fortalecer a resposta estadual, a SES-TO organizou uma programação amplia:
- 17 de janeiro: Evento Dia D da Hanseníase em Palmas, no CMEI Paraíso Infantil.
- 23 de janeiro: I Corrida Nacional de Todos Contra a Hanseníase em Porto Nacional (partida às 18h na orla).
- 29 e 30 de janeiro: Participação no Encontro Nacional da Campanha, em Brasília/DF.
“A SES-TO apoiará os municípios com campanhas, eventos e divulgação durante todo o mês. Trata-se de um esforço contínuo para eliminar a hanseníase como problema de saúde pública”, destacou Dany Monteiro, técnica da coordenação estadual.
Sintomas que Exigem Atenção
A população deve buscar atendimento em unidades de saúde ao notar:
- Formigamento ou dormência nas mãos/pés;
- Manchas brancas ou avermelhadas sem sensibilidade ao calor, frio ou dor;
- Caroços ou placas persistentes na pele;
- Diminuição da força muscular.
Cura é Gratuita e Precoce
A hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito nas Unidades Básicas de Saúde. Quanto mais cedo diagnosticada, mais simples a terapia (medicamentos orais). Para prevenção em contatos próximos, a vacina BCG é recomendada.
A campanha reforça que a eliminação da doença exige diagnóstico ágil, desestigmatização e engajamento social – transformando janeiro em um mote para ações contínuas em todo o ano.






