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25 anos do Parque Estadual do Jalapão: Naturatins ressalva preservação ambiental e cultural

Parque Estadual do Jalapão Completa 25 Anos como Símbolo do Tocantins: Conservação e Turismo Sustentável

O Parque Estadual do Jalapão (PEJ), administrado pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), comemora seu 25º aniversário em 12 de janeiro. Criado pela Lei Estadual nº 1.203/2001, a unidade consolidou-se como um ícone natural e cultural do Tocantins, atraindo globalmente por suas paisagens deslumbrantes — incluindo dunas alaranjadas, fervedouros, rios e cachoeiras — e rica biodiversidade, com mais de 400 espécies catalogadas. Entre elas, animais ameaçados como o pato-mergulhão, tatu-canastra e lobo-guará.

Unidade de Conservação com Foco na Preservação

Com 159 mil hectares, o PEJ é classificado como Unidade de Conservação (UC) de Proteção Integral. Sua missão é assegurar a integridade ecológica do território, permitindo apenas o uso indireto dos recursos naturais — atividades que não causam consumo, dano ou coleta, priorizando a pesquisa, educação e turismo sustentável.

Parceria com Comunidades Locais

O presidente do Naturatins, Cledson Lima, ressalta a importância do trabalho conjunto:

“O Parque do Jalapão reflete um esforço coletivo para conservar este ecossistema e a cultura das populações tradicionais. São 25 anos de investimento em educação ambiental, turismo sustentável e preservação do paraíso cerrado. A parceria com comunidades quilombolas foi fundamental para manter estas belezas intactas.”

Controle de Visitas e Responsabilidade Ambiental

Em 2025, o parque recebeu 55 mil turistas. Para minimizar impactos, o Naturatins intensifica fiscalização e orientação. A diretora de Biodiversidade e Áreas Protegidas, Perla Ribeiro, enfatiza:

“Garantimos que o turismo ocorra de forma ordenada e responsável, respeitando limites ambientais por meio do diálogo com a sociedade.”

Biodiversidade em Risco e Ações de Conservação

O pato-mergulhão, espécie classificada como “Criticamente em Perigo” na Lista Nacional da Fauna Ameaçada, é prioridade. Desde 2007, é monitorado pelo Naturatins, com a população local sendo a menor do país. O Programa de Monitoramento e Conservação do Pato-Mergulhão (Pro PaTO), criado em 2024, inclui:

  • Monitoramento remoto via GPS;
  • Instalação de ninhos artificiais;
  • Coleta de ovos para incubação em cativeiro.

    “As taxas de sobrevivência na natureza são baixas. Filhotes reintroduzidos após desenvolvimento são cruciais para a recuperação da espécie”, explica Marcelo Barbosa, inspetor de recursos naturais.

Cultura e Manejo Sustentável: Capim-Dourado

O capim-dourado (Syngonanthus nitens) simboliza a identidade cultural local. Em 2024, Mateiros foi declarada Capital Nacional do Capim-Dourado, e o artesanato da espécie reconhecido como Manifestação Cultural Nacional. O Naturatins regula seu manejo, garantindo sustentabilidade:

“Promovemos projetos que valorizam artesãos e geram renda, alinhados à conservação”, afirma Perla Ribeiro.

Turismo Ecológico e Manejo Integrado do Fogo (MIF)

Prioridades da gestão incluem turismo responsável e controle de incêndios. O MIF, implementado desde 2014, reduziu queimadas, protegeu a biodiversidade e fortaleceu populações tradicionais. A supervisora Rejane Ferreira destaca:

“Somos parceiros da comunidade na preservação do Jalapão. Diálogo e prevenção são essenciais para assegurar modos de vida sustentáveis.”

O parque, comemorado em 2026, representa não apenas uma conquista ambiental, mas um modelo de gestão participativa, onde conservação e desenvolvimento caminham lado a lado. Seu patrimônio — natural e cultural — segue como legado para futuras gerações.

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